Saúde sexual masculina

Sexo é saúde, e saúde também é sexo.


Disfunção sexual refere-se à dificuldade sentida por uma pessoa ou casal durante qualquer estágio da atividade sexual, incluindo desejo, excitação ou orgasmo. Distúrbios sexuais são usualmente diagnosticados quando são parte importante das alterações da sexualidade de um indivíduo.

Muitos homens sentem-se constrangidos e retraídos na procura de ajuda terapêutica ou médica quando se trata de problemas disfuncionais. Mas, quanto mais cedo assumirem que podem precisar de apoio e aconselhamento, mais qualidade de vida ganham. É importante partilhar para não sofrer. Muitas das disfunções são facilmente tratáveis.

As disfunções sexuais masculinas estão relacionadas à integridade biológica, orgânica e psicológica, mas também são acarretadas por fatores sociais e culturais. E podem afetar diretamente no desejo sexual, alterando respostas fisiológicas do corpo masculino com relação aos estímulos sexuais. Além disso, podem ser acarretadas por conta do tabagismo, alcoolismo, problemas afetivos, falta de experiência sexual, falta de conhecimento do próprio corpo, problemas socioeconômicos, vício e compulsão por pornografias, traumas, entre outros.

Os problemas sexuais afetam a autoestima do homem, que passa a construir um conceito distorcido sobre si. Isso interfere nas relações afetivas, familiares e sociais levando a conflitos que agravam o distúrbio e afetam a qualidade de vida.

A forma como o sexo é desenvolvido no meio social não permite incluir o afeto, o olhar, o cheiro, o contato físico de pele sem incluir a penetração, conjunção dos genitais e ejaculação. O homem usa a ejaculação como uma forma de alivio de tensão e relaxamento. Por isso o homem experimenta perda da vitalidade após o ato sexual, sentindo-se cansado e desvitalizado.

É de fundamental importância que o homem não venha à vivência com intenções sexuais. O trabalho é dedicado a homens que realmente se interessam por novas experiências, aperfeiçoamento do uso e mobilidade de sua energia sexual, aprendendo a vitalizar-se e a elevar a energia, sustentando-a por muito mais tempo do que o convencional. É possível compartilhar dessa energia com muito mais intensidade, se usarmos os componentes afetivos e os sentidos, para promover os estados alterados de percepção e de consciência, potencializando as experiências de orgasmo, de prazer e de êxtase.

O homem pode ter dois tipos de ereção: uma que reage aos estímulos recebidos pelo toque nas zonas erógenas em seu corpo, cujo foco é o centro sexual orgânico que temos na base da coluna. É a resposta natural que deveríamos ter aos estímulos sexuais: o toque é recebido, dispara as informações para o sistema nervoso central, que responde com o comando: hora da ereção!

Além dessa, existe a ereção psicogênica, que é originada diretamente no cérebro e desce o comando para a ereção diretamente, sem que haja qualquer estimulo efetivamente recebido pelo corpo. É esse tipo de ereção que surge quando assistimos pornografia, por exemplo. O cérebro é “enganado” a despertar esse estímulo de ereção sem que o corpo propriamente dito tenha sentido essa vontade. Da mesma forma, quando fechamos os olhos e fantasiamos durante o ato sexual, estamos focando nos estímulos psicogênicos e, consequentemente, negligenciando o corpo.

Esse tipo de condicionamento interfere no processo da ereção e da relação.

“Quem pensa que masturbar-se assistindo a filmes pornôs é uma atividade sem consequências negativas para a sua vida psíquica e fisiológica está profundamente enganado”

As implicações neurológicas são preocupantes e comumente negligenciadas. Os indícios são bem contundentes e mostram que as consequências do vício afeta, como qualquer outro, o sistema de recompensa do cérebro.

O vício em pornografia leva a uma compulsão por assistir mais e mais pornografia, o que vai dessensibilizando todo o corpo. Esmaece e reduz o efeito de todo estímulo que não provenha da fantasia, da multiplicidade de imagens e constante novidade que os filmes falsamente disponibilizam, levando a um sentimento de que todo o resto tem pouco sentido e possibilidade de proporcionar prazer e felicidade.

Os sintomas são depressão, falta de concentração, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, perda de memória, dificuldade em lidar com situações sociais, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), ansiedade de performance, perda da força de vontade e Disfunções Sexuais...

Os meninos de 10 anos já começam sua descoberta da sexualidade e do próprio corpo através da pornografia na internet. E esse caminho se prolonga, às vezes, até a maturidade, quando muitos dos sintomas já chegaram a afetar profundamente toda uma vida.

Sem contar que a pornografia é o próprio patriarcalismo em seu aspecto mais marcante: a dominação masculina sobre a mulher.

É importante adotar uma postura de observador e começar e perceber os efeitos de tal atividade. Se se masturba por 20 minutos duas vezes por semana, são 2080 minutos por ano de exposição cerebral as imagens e de reestimulo desse comportamento viciante. Toda a química do seu cérebro é alterada, seu comportamento muda, suas atitudes mudam, muda o seu caráter.

O método é indicado aos homens que desejam aprofundar o seu conhecimento do corpo e de suas energias, e é especialmente indicado para aqueles que trazem dificuldades relacionadas ao prazer e aos aspectos sensoriais. A proposta terapêutica tem auxiliado inúmeros homens em diversas situações que não fazem parte dos padrões normativos habituais e comportamentais. Como também disfunções, transtornos, distúrbios, inseguranças, medos, traumas, angústias e limitações.

É preciso concentrar a energia da nossa sexualidade no nosso corpo, renegar ao cérebro a função de coordenar nossos processos sexuais e passar a sentir mais o corpo e a receptividade dos estímulos. É aí que entra a terapia tântrica.

Ao utilizar a ferramenta da massagem tântrica, provoca reações que vão de encontro aos condicionamentos limitantes, alterando os padrões da nossa sexualidade. O homem passa a sentir a ereção em vez de estimulá-la com comandos. Para isso, são feitos estímulos completamente distintos dos movimentos masturbatórios que não possuem uma codificação no cérebro – são toques inéditos, desconhecidos que, além de criar essa nova referência acabam por tonificar os músculos do pênis, tornando-o capaz de sustentar mais energia, prolongando e intensificando a ereção. Todo o processo desenvolve no homem a capacidade de sentir orgasmos secos desvinculados da ejaculação, que geram correntes bioelétricas em seu organismo, ativando glândulas produtoras de hormônios ligados ao prazer e à satisfação.

Ejaculação Precoce (Prematura) – É caracterizada pela incapacidade do homem em controlar o reflexo ejaculatório. Uma vez que esteja sexualmente excitado, ele atinge o orgasmo rapidamente. A ejaculação precoce pode acontecer com ou sem a penetração; alguns homens ejaculam apenas com um pequeno estímulo tátil ou mesmo visual.

Na ejaculação precoce secundária, o homem manifesta exatamente os mesmos sintomas da ejaculação primária, com a diferença de que os sintomas nem sempre fizeram parte de sua vida sexual. Homens que apresentam esse tipo de ejaculação precoce mantinham relações sexuais satisfatórias no passado e manifestaram o problema por algum motivo.

Causas: Distúrbios psicológicos, doenças hormonais, doenças neurológicas, doenças vasculares, consumo excessivo de medicamentos, alcoolismo e tabagismo.

Ejaculação retardada - Dificuldade ou incapacidade de ejacular. Um homem que sofre de ejaculação retardada responde normalmente aos estímulos sexuais com uma ereção firme, porém, torna-se incapaz de ejacular. Embora deseje o alívio orgástico, mesmo que ele receba a estimulação adequada para disparar o reflexo orgástico, não o consegue. Geralmente, só consegue com estimulação manual (masturbação).

Causas: Na maioria das vezes a deficiência de ejaculação é causada por fatores orgânicos e psicológicos. Culpa, ansiedade, estresse, tensão durante o ato sexual, traumas de infância ou fase adulta. Muitos homens não conseguem sentir prazer suficiente para ejacular durante a relação.

Disfunção erétil (Impotência) – A impotência sexual masculina também é definida como “disfunção erétil”. É a Incapacidade de obter e/ou manter ereções suficientemente rígidas para penetração, impedindo a satisfação sexual.

A capacidade de controlar a sua ejaculação é crucial para que haja um perfeito desempenho no ato sexual, capaz de proporcionar prazer a ambos parceiros. Dos problemas sexuais masculinos, a disfunção erétil é a que mais preocupa e a que mais conduz à busca de tratamento.

Causas: Maus hábitos de vida (sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas ilícitas), fatores psicológicos (Instabilidade emocional, Autoestima, Estresse, Ansiedade, Sentimento de culpa), doenças físicas, hormonais, neurológicas, vasculares, fatores genéticos, consumo excessivo de medicamentos, experiências traumáticas, etc.

Outra causa da Impotência é o trauma na virilha. Andar de bicicleta poder ser a maior causa da impotência, porque fortes golpes no períneo contra a barra frontal da bicicleta são muito danosos aos homens.

Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo – É uma diminuição, deficiência ou ausência persistente ou recorrente de desejo sexual, conduzindo ao sofrimento e dificuldades interpessoais.

Causas: Fatores biológicos (desequilíbrios hormonais, medicamentos e seus efeitos colaterais, doenças crônicas);

fatores do desenvolvimento (ausência de educação ou permissão sexual, infância e adolescência marcadas pela privação emocional, física, verbal, ou afetiva, trauma ou coerção sexual);

fatores psicológicos (ansiedade, depressão, transtornos de apego e da personalidade);

fatores interpessoais (conflitos, insultos, perdas no relacionamento e incompetência ou disfunção sexual da parceira/o);

fatores culturais (questões morais e crenças religiosas ou culturais relativas a conduta sexual apropriada);

fatores contextuais (aspectos ambientais, como privacidade, segurança e conforto).

Transtorno do Desejo Sexual Hiperativo - Satiríase / Transtorno Obsessivo Compulsivo/Adição sexual/ Hipersexualidade/ – (Vulgarmente chamados de tarados, ninfomaníacos ou satíricos) - Escravos do Desejo

Excesso de apetite sexual ou um desejo compulsivo por sexo, sem que ocorram alterações biológicas ou nos níveis hormonais sexuais que justifiquem esta condição. Trata-se de um tipo de vício com sintomas compulsivos, obsessivos e impulsivos. O indivíduo passa por cima de qualquer limite para obter o sexo: adultério, pornografia, swing, prostituição, masturbação descontrolada, sexo em locais inapropriados, com pessoas comprometidas, etc. Tarefas cotidianas como trabalhar, estudar, praticar esportes, ou atividades em família acabam sendo comprometidas/interrompidas, pois o satírico deixa de realizá-las para fantasiar ou até se masturbar. Em geral os homens sofrem com este transtorno e entram em atividade masturbatória compulsiva, buscam incessantemente novas parceiras(os) sexuais; mesmo sob risco de perder seus relacionamentos amorosos. A vida social, afetiva e profissional é afetada, a pessoa fica escrava dos próprios impulsos e desejos. O ato sexual e a masturbação normalmente são seguida de culpa e arrependimento. O abuso de pornografia virtual, promiscuidades, sexo por telefone e formas anônimas de sexo podem ser usados para classificar subtipos de hipersexualidade. O abuso de objetos sexuais a ponto de causar lesões repetitivas vezes também pode ser classificado como comportamento adictivos. O primeiro passo para a cura é reconhecer o problema e aceitar a necessidade de ajuda profissional. Quanto mais negar aos outros ou a si mesmo, mais preso ficará ao transtorno, dificilmente conseguirá construir uma família, ser feliz e manter uma vida equilibrada.

Dispareunia masculina (Dor no sexo) – Embora a dor durante o sexo seja mais comum em mulheres, os homens também podem sofrer devido infecções, problemas físicos e distúrbios emocionais. Dor genital antes, durante ou após a relação sexual. Alguns casos de etiologias psicogênicas (fobias, culpa, rejeição inconsciente ao sexo ou à figura feminina). Em muitos casos acaba evitando o ato sexual, devido dores e desconfortos.

Causas: Orgânica (Infeção genital, Prostatite, Fimose) e psicogênicas..

Aversão Sexual – Repulsa ao sexo, medo, aversão, fobia sexual, suor, palpitação, sudorese, tremor, enjoo, falta de ar, fazem parte de um quadro mais avançado de disfunção do desejo sexual. Nessa situação, o homem não se mostra apenas indiferente ao sexo, mas frente a ele, ou diante da possibilidade de vivê-lo, essas pessoas se mostram em graus variáveis de desconforto.

A aversão sexual faz a pessoa sentir um medo irracional de toda e qualquer situação erótica que a envolva. Obviamente, desta forma, é impossível vivenciar o prazer ainda que vença o estado inicial de pânico. E, mesmo assim, dificilmente, vai conseguir se comportar com certa naturalidade durante a relação sexual. Tem reações desagradáveis, como sentir nojo da(o) outra(o). Pode ainda suar de forma intensa, além de tremer e até mesmo sentir falta de ar.

Na fobia, reage com desconforto a simples menção de um beijo, e tem até nojo. Na nossa sociedade, o homem ainda associa o simples ato de beijar à vontade de ter relações e isso faz com que seja evitado até esse contato.

Podem ser inúmeras as causas da fobia sexual. Entre as mais frequentes, estão episódios de violência sexual e/ou experiências traumáticas; conflitos conjugais, quando, por exemplo, existe uma terceira pessoa, e uma educação restritiva e/ou que passa ideias erradas a respeito de sexo. Mas, algumas vezes é difícil identificar de forma clara uma dessas causas.

Anorgasmia Masculina - É um pouco difícil imaginar um homem que apresenta dificuldade repetida de atingir o orgasmo e a ejaculação. De fato, quando falamos de “anorgasmia”, costumamos imaginar uma mulher. Afinal, o orgasmo feminino é aprendido e, em geral, requer uma série de estímulos e condições que a mulher e seu parceiro devem conhecer. No caso do homem, essa fase da resposta sexual é alcançada de forma mais automática, e a maior dificuldade está na demora em atingi-la.

Quando o homem não consegue ter um orgasmo, sente uma grande insatisfação sexual, angústia e constrangimento. Em sua mente, ele começa a criar diferentes teorias que, em geral, não condizem com a realidade.

Vamos à definição de anorgasmia masculina: é a dificuldade do homem de alcançar o orgasmo e a ejaculação, apesar de contar com um bom estímulo sexual, tanto em qualidade e quantidade, como em duração. Para que seja considerada uma disfunção sexual, ela deve ocorrer durante um período mínimo de seis meses e em pelo menos um em quatro encontros sexuais.

As causas: Podem ser várias e combinadas: inibições, traumas sexuais, transtornos psicológicos (estresse, ansiedade, depressão, transtorno obsessivo- compulsivo), efeitos secundários de medicações, hábitos masturbatórios, conflitos de casal, transtornos urológicos congênitos ou doenças, entre outras. A anorgasmia masculina é tratável e exige uma abordagem multidisciplinar.

O Tantra leva naturalmente a uma mudança nesse quadro, pois nele o mais importante é "criar relações saudáveis fundamentadas no toque, na intimidade, na confiança, no respeito, na troca afetiva e sensorial consistente e positiva, capaz de resgatar o direito à vida, à realização, à felicidade verdadeira". O que importa para o Tantra é a interação, a cumplicidade, o carinho, o desenvolvimento da sensibilidade, do amor genuíno e despretensioso. A massagem tântrica pode ser uma ótima opção a fim de se evitar medidas mais invasivas como uma cirurgia. Se você já teve algum problema com sua ereção, ou apenas quer descobrir novas maneiras de interpretar sua sexualidade, experimente a terapia e os benefícios que ela traz para o corpo e para a mente.

A terapia sexual atua diretamente no tratamento das disfunções sexuais.

É importante que o homem passe por avaliação médica, onde sejam investigadas possíveis causas orgânicas.

A sexualidade está diretamente ligada ao prazer à vida e deve ser tratada com muita atenção.

Estimular a confiança, resgatar a autoestima, conhecer melhor o(a) parceiro(a), descobrir como aumentar o desempenho sexual, incentivar o autoconhecimento e individualidade de ambos. Reconhecer as carências, inseguranças, medos, bloqueios, podendo trabalhar com mais objetividade.

“A saúde sexual é um estado de completo bem-estar físico, emocional, mental associado à sexualidade”